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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Sport Lisboa e Benfica | Jorge Jesus | Sporting Clube de Portugal

Um clube de futebol não se escolhe, sente-se.
É aquele e mais nenhum.
Quando assim é, o amor será para sempre.
Haverão derrotas, vitórias, alegrias, frustações... É como uma relação com quem amamos incondicionalmente.

Recordo o meu amor incondicional ao Sport Lisboa e Benfica ter acontecido em meados dos anos 90 quando à medida que ia crescendo via jogar o Vitor Paneira, Mozer, Ricardo Gomes, Magnusson, Rui Águas, Valdo, Thern, Schwarz, Isaías, Rui Costa (o meu jogador preferido desde sempre), João Pinto, Preud'Homme, Caniggia (nem queria acreditar!), Donizete, Valdir, Hugo Leal, Nuno Gomes... Até tinha um vizinho que me queria converter para simpatizante do Sporting Clube de Portugal levando-me a ver os jogos no Estádio José de Alvalade - mas quando entrei pela primeira vez no Estádio da Luz e ao ver o relvado, todo o meu corpo estremeceu com um conjunto de arrepios de dimensões galáticas. Não tive dúvidas - não se escolhe, sente-se.

Passaram muitos mais jogadores pelo clube que me despertam a minha preferência e amor, tais como Erwin Sánchez, Tiago, Gamarra, Amaral, Poborsky, Brian, Deane, Maniche, Robert Enke, Sabry, Pierre van Hooijdonk, Roger, Moreira, Mantorras, Simão Sabrosa, Argel, Tomo Šokota, Drulovic, Zahovic, Fernando Meira, Jankauskas, Miki Fehér, Geovanni, Petit, Tiago, Luisão, Manuel Fernandes, Quim, Karagounis, Fabrizio Miccoli, Laurent Robert, Katsouranis, David Luiz, Óscar Cardozo, Di María, Cristián Rodríguez, Maxi Pereira, Freddy Adu, Ariza Makukula, Fábio Coentrão, José Antonio Reyes, Carlos Martins, Rúben Amorim, Pablo Aimar, David Suazo, Léo, Fellipe Bastos, Javi García, Javier Saviola, Ramires, Salvio, Axel Witsel, Nolito, Nico Gaitán, Bruno César, Artur Moraes, Ezequiel Garay, Rodrigo, Nemanja Matić, Enzo Pérez, Lima, Ola John, André Gomes, Lazar Marković, Guilherme Siqueira, Jan Oblak, Miralem Sulejmani, André Almeida, Sílvio Ivan Cavaleiro, Jonas, Pizzi, Júlio César, Nélson Semedo,...

Não é apenas de jogadores que se faz um clube de futebol, mas conta imenso. Sabermos que o nosso clube do coração vai poder contar com um ou outro craque que tanto se fala - quem não gostaria de ter o Cristiano Ronaldo ou o Messi a jogar pelo seu clube...
Quando li a primeira capa de um jornal a anuciar o Paul Gacoigne no Sport Lisboa e Benfica quase fiquei sem ar... Infelizmente não se concretizou.

Depois para que tudo funcione em campo há que haver um comandante, o treinador.
Muitos passaram pelo Benfica e aqueles com os quais mais me identifiquei, no que toca à forma de trabalhar e gestão do plantel mesmo que nem sempre tenha conseguido o sucesso, foram o Mário Wilson, Sven-Göran Eriksson, José Mourinho (apesar de infelizmente ter sido apenas interino), José Antonio Camacho, Giovanni Trapattoni, Ronald Koeman e Jorge Jesus.

Quando um rival joga, estou obviamente a referir-me explicitamente ao Sporting Clube de Portugal e ao Futebol Clube do Porto, é obvio que quero que ambos percam e se possível por muitos golos - isto quando estão em causa competições nacionais. Agora no que toca a competições europeias tenho sempre o gosto que todos os clubes portugueses façam boa figura.

E nisto chegamos ao ponto que queria... Esta época é a primeira vez que tenho um sentimento contrário no que toca a um clube português nas competições europeias, o nosso anterior treinador - Jorge Jesus - decidiu sair do nosso clube e ir para o nosso maior clube rival geográfico.


Até aqui tudo bem, eu até já tinha dito nas suas duas últimas épocas que era tempo de ele sair, mas ter saído como saiu e para onde saiu, levando informação preciosa foi no mínimo de muito mau caráter.

Portanto o Sporting Clube de Portugal para mim este ano enquanto estiver lá este senhor é para perder todos os jogos e isso dar-me-á um enorme gozo.

Carrega Benfica.


PG

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Adeus fofinha

Fofinha

Eras bebé e alguém que não merece viver deixou-te entregue à tua sorte.

Na rua.

Abandonada.

Carente e com o olhar meigo que sempre te caracterizou, numa noite fria seguiste-me até à porta do prédio como que se sentisses que a minha vontade era de te acolher.
Infelizmente não tinha condições para tal, mas todos os dias sempre que saia procurava por ti e tu lá vinhas feliz cheia de meiguisses e brincalhona.

Aos poucos foste ficando pela zona e todos te foram dando o que podiam dentro das suas possibilidades.

Foste livre. Correste. Conheceste. Deste amor. Recebeste amor. Viveste. Hoje chegou o teu dia e partiste.

Obrigado por teres aparecido.


PG

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Adeus 2014

Eis que acabou 2014, um ano em que coisas menos boas abafaram tudo o que aconteceu de bom.
Sempre tive presente que nesta fase de vida em que a consciência está mais atenta e presente à evolução haveria um ano em que tudo pareceria estar a desmoronar - espero que tenha sido este o ano.

Felizmente ainda sou previligiado em ter o apoio de família e amigos de forma a regressar à constância e ter fé na mudança de sorte para a vinda de melhores ventos.

2015 já vai a meio do seu segundo mês... Se notícias boas vieram, as más não debandaram.

E a vida continua e há que puxar para a frente todo este fardo a que muitos chamam vida.


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O fardo

Para muitos o fardo de carregar um passado cheio de história é o seu desafio de vida. O presente é altamente influenciado e decidido tendo em conta factores e princípios que muito se pensam coerentes e com sentido, já o futuro a médio longo prazo pode não vir a se muito risonho se este fardo continua incessantemente a aumentar.

O que queremos da nossa vida é a grande questão, logicamente outra não menos importante questão paira sob as nossas mentes: com quem queremos estar e partilhar o nosso fardo.

Será possível ser feliz carregando um fardo?
Será que ao carregar o fardo não o estamos a partilhar com que não merece esse peso?

A essência da vida é aproveitarmos a viagem que nunca saberemos ser curta não nos proporcionando momentos de alegria, felicidade e prazer.
Partilhar felicidade é uma opção, mas também só somos felizes se alguém contribuir.

A humildade de permitir com que nos façam felizes tem de ser seguida da humildade de fazermos alguém feliz e neste estado de alma o fardo não pode estar presente, a entrega tem de ter dois sentidos e o orgulho não existe.
O resultado? Aprender a respeitar a essência humana de cada um de nós.

Dizer adeus ao fardo do passado? Olá humildade, respeito, consideração, reconhecimento, prazer, alegria, felicidade, amor.


PG

quarta-feira, 28 de março de 2012